Tom
Lembro muito bem numa certa tarde ao ouvir a combi do meu pai chegar as cinco e tantas da tarde como era de costume, a buzina tipica os passos pesados, eu sempre esperava por esse momento pois ele sempre trazia consigo alguma especie de doce, cocada , doce de amendoim entre tantos...
Mas numa certa tarde ouvi o mesmo som, o mesmo passo só que desta vez ele trazia uma pequena caixa nas mãos, eu me perguntava que tipo de doce caberia naquela caixa deveria ser algo bom, mas quando ele abriu a caixa surgiu um pequeno ser que logo foi posto a caminhar pela sala, totalmente destranbelhado e chamando a atenção de todos claro, entre um carinho aqui e uma coçadinha na barriga ali eis que surge a indagação que nome colocar neste pequeno ser?
Bem, foram lançados varios nomes , desde Falcão , Zuk , Atila e um nome simples e certo ecoou no Ar. "Tom"!!!!
Uns disseram que era nome de gato que precisariamos encontrar um Jerry também mas digamos que tom ficou no tom certo!!
Eis que o pequeno tom foi crescendo e sua descendencia foi ficando exposta e surgiu uma grande mistura de vira-latas com pastor.
Tom era um grandalhão Bobalhão , sempre correu atras de motos nunca soube bem os motivos mas acho que a sensibilidade de seus ouvidos detestavam aquela barulheira toda...
Me acostumei a ver esta presença todos os dias , em muitos deles eu estava cansado, irritado mas o carinha estava lá...
Nesse meio tempo a combi de meu pai não chegava mais as cinco e nem seus passos podiam mais ser ouvidos , o tom não cabia mais numa caixinha de tênis...
Ele virou um grande parceiro e sempre brincalhão , fui estudar na cidade grande atras do meu sonho o via apenas a noite , de madrugada quando ia e de madrugada quando voltava, e ele fielmente me esperava no canto do portão ao ouvir o barulho do ultimo onibus e os meus passos...
O Tom foi ficando velho e infelizmento o tempo pra nós passa de forma diferente ele já era um senhor de idade, mas uma eterna criança...
Hoje cheguei em casa e minha mãe com lagrimas nos olhos disse que não sabia como me falar, o velho Tom da caixinha de sapatos havia morrido, nas palavras dela ele correu no quintal antes de ela levar o neto pra escola, e quando voltou encontrou ele dormindo , e dormiu pra sempre agora...
Eu tenho uma tremenda sorte com cães , eles morrem bem velhinhos...São carinhas que não nos pedem nem exigem grandes esforços, são grandes companheiros...
Tom te amo , obrigado por fazer da sua existencia algo tão especial...Garoto Lindo!!!!

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